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sexta-feira, maio 02, 2008

Sinistralidade e Impunidade


Afinal o País das maravilhas também tem os seus "podres".

Espanha está, ao nível rodoviário, com dois grandes problemas que tenta, este ano, resolver com medidas legais.

Sem que seja visto neste post como ordem de prioridade, o 1º problema prende-se com as mais de 5 000 000 de motos que circulam pelas estradas espanholas, sendo que mais de 60% são ciclomotores (49 cc) e quadriciclos que não necessitam de carta de condução.

Pergunta-se, como é isto possivel ?!

A resposta é simples; Os míudos com 16 anos de idade, basta terem um atestado médico onde conste que têm capacidade fisica e motora para a condução do dito veículo, € 150 e duas fotografias. deslocam-se a uma Escola de Condução e podem "comprar" a sua licença de condução.

Código da Estrada não o sabem, respeito rodoviário não o têm e condução desordenada é uma permanente realidade.

Depois de se ter permitido este erro durante vários anos, o actual Governo Espanhol resolveu tomar uma medida; Com início em Setembro, passam a ter que frequêntar Escolas de Condução todos os individuos que queiram ter a sua licença de condução para os veículos atrás referidos.

Pode dizer-se que parte do problema está resolvido. No entanto, todos os que até Setembro adquirirem o seu permisso e todos aqueles que o já têm, irão continuar a circular e a asneirar.

O 2º problema prende-se com o facto de milhares de condutores não encartados circulam entre os demais. A impunidade era total. Uma pequena multa e siga até à próxima.

Se repararem bem apliquei o tempo verbal passado (era), pois com inicio no dia de ontem (1 de Maio 2008), todos os que sejam apanhados a conduzir sem carta de condução, serão presentes a tribunal e ser-lhes-á aplicada uma pena de prisão de 6 meses a 1 ano.

Esta pena de prisão inicialmente pode ser substituída por pena de multa e horas de trabalho comunitário., no entanto na reincidência leva a prisão efectiva.

Pretende-se assim que os infractores recorram a escolas de condução para obter o seu título de condução, aqui sim, com frequência de aulas teóricas e práticas.

A primeira ´"vítima" desta nova Lei foi um rapaz de 24 anos que, para além de não ter carta de condução, ainda apresentava um nível de alcoolémia bastante elevado.

Para que sirva de exemplo, a sentença foi acompanhada por vários meios de comunicação social e passada nos noticiários espanhois, com amostragem do individuo em questão.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

100 ml

Este é o valor máximo de liquidos por embalagem que um passageiro de um qualquer voo pode levar na sua bagagem de mão.
Supostamente, mais do que este valor numa só embalagem é propício a que um terrorista possa fazer uma bomba e explodir com a aeronave.

Em Dezembro, quando viagei para Espanha, ficaram-me no aeroporto com uma embalagem de champoo, porque tinha 150 ml impressos no rótulo, apesar de no conteúdo estar por menos de metade.

São normas de segurança, fui informado.

Não sei quem foi o idiota que as inventou pois, terrorista que é terrorista, não precisa certamente de levar nada para fazer uma bomba com líquidos. Senão vejamos:

Se levamos líquidos, esses não podem ter mais do que 100 ml por embalagem. Mas se levarmos duas de 90 ml já não há problema.

Depois, na zona de embarque, há todo o tipo de lojas que vendem os mais diversos produtos líquidos e com mais de 100 ml de capacidade.

Quando passamos para a zona de embarque, onde são colocadas ao RX as nossas pertenças, é-nos facultado um pequeno saco de plástico transparente onde devemos colocar esses líquidos. Se o saco não fechar, alguma coisa tem de lá ficar.

Quando fazemos compras na zona de embarque, temos o prazer de receber enormes sacos plásticos, não transparentes, para transportarmos todos aqueles líquidos que quisermos comprar.

Terrorista que é terrorista compra o que quer e vai aos quartos de banho fazer a bomba. Leva-a para dentro da aeronave e faz aquilo ir pelos ares.

A minha pergunta é: Onde raio está a segurança ?

Na minha última viagem, arranjei umas amostras de champoo com uma quantidade de 10 ml cada, meti 30 unidades dentro do squinho e passou. Ou seja, 300 ml de champoo que passou na revista, apenas porque cada amostra não tinha mais do que 100 ml e coube tudo dentro do saco de plástico transparente.

Não foi rectificado se o que estava lá dentro era champoo ou outro material qualquer. Podia muito bem dar para transportar material explosivo.

Isto para vos dizer que estas normas de segurança são uma grande treta. Para mim não passa tudo de um esquema para nos levar a comprar material na zona de embarque dos aeroportos.